30 de jun de 2017

No hospício, em 1914: “O álcool me tenta” (Jaime Acioli/VEJA)

Quando aluno na Escola Politécnica, no Rio de Janeiro, na virada do século XIX para o XX, Lima Barreto foi convidado a aderir ao grupo de colegas que pretendia pular o muro do Teatro Lírico para assistir de graça à ópera Aída. 

Lima recusou o convite, pois temia ser preso como “ladrão de galinhas”. Os colegas eram brancos, argumentou – se fossem pegos, contariam com a indulgência das autoridades. 

“Mas eu? Pobre de mim. Um pretinho. Seria o único a ser preso. Preto que salta muro de noite só pode ser ladrão de galinha”, disse o futuro autor de Triste Fim de Policarpo Quaresma. 

O episódio define bem a situação de Lima Barreto, um escritor que viveu nas franjas do meio literário brasileiro e que só seria devidamente reconhecido e consagrado nas décadas depois de sua morte. 

Crítico acurado da Primeira República, observador sensível dos dramas sociais e étnicos de seu tempo e cronista da vida dos subúrbios cariocas, o escritor foi biografado pela antropóloga e historiadora Lilia Moritz Schwarcz em Lima Barreto – Triste Visionário (Companhia das Letras), livro que também apresenta um panorama vigoroso da época. Resenha assinada por Roberto Pompeu de Toledo dessa recente e já fundamental biografia de um dos maiores escritores brasileiros está em VEJA desta semana.



Fonte: Veja

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