Crônica de uma República Podre

Supremo afasta Aécio. Aparecem conversas de Temer em ato ilícito. Surgem provas que contrariam o depoimento de Lula. Por todo lado podridão e um projeto de poder que congrega larápios. Partidos que se assemelham a organizações criminosas e as superam em audácia e volume de roubo. Canalhas de um mar de lodo onde apenas pequenos partidos, aqueles que nunca exerceram poder real, estão fora das delações. Seria ética ou falta de oportunidade?

Há três anos, gravei que eu estaria feliz se toda a corrupção do país estivesse num partido. Bastaria eliminá-lo. Fui atacado vivamente. As pessoas gritavam que eu era um “reaça” de direita. É preciso ter paciência com o tempo, senhor da razão.

Quando, meus queridos irmãos brasileiros, entenderemos que corrupção é ambidestra? Quando entenderão que seu sindicalista de esquerda , seu senador engomadinho, seu mesoclítico professor de direito constitucional e sua austera administradora são ladravazes, que estão unidos pela mesma falta de caráter e que riem da militância que defende sua honradez cegamente?

Quando perceberão que citando Marx ou Adam Smith, são canalhas, canalhas, mil vezes canalhas? Varia a bibliografia, muda a cor da estrela ou da ave, mas a caverna de Ali Babá está repleta de quarenta/quatrocentos sorridentes políticos que vivem às nossas custas. Quando este país acordará para a septicemia que apodreceu o Congresso, o palácio do Planalto e o sistema todo? Amo meu país, apaixonadamente.

Creio na educação como chave


Fonte: Revista Pazes 
Por Leandro Karnal

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