Caridade ou oportunismo?

Há Tempos não escrevo, expresso-me, isso no sentido livre, independente de algumas responsabilidades, pois no geral, sempre temos e devemos ter alguma. Afinal de contas, neste processo são produzidas várias formas de leitura. Desde já, na medida do possível, tentarei ser mais fiel na regularidade com minhas produções.

Pois bem, de fato, dando início, nossa conversa tem como ponto de discussão a seguinte imagem:


De forma rasteira, indireta e amadora, considero-me como fazendo parte da imprensa, entretanto consciente que ainda anos luz do que, de fato, compõe um profissional qualificado, gabaritado e experiente em um ambiente que muitas vezes, e ainda bem que não são maioria, não correspondem aos padrões do que a ética profissional determina.

Falando da "banda podre", esta é uma daquelas oportunidades imperdíveis, momento de exploração emocional onde o prêmio, a cereja do bolo, é quando rola uma lágrima. Aí sim, satisfação completa e o trabalho é realizado com sucesso. Isso não pode acontecer, ou ao menos não deveria.

Analisando a imagem podemos observar o que chamarei de “os dois lados da moeda”. Primeiro, daqueles chamados “oportunistas”, já outros defendendo que, a divulgação também tem o seu caráter social de comover outros que possivelmente detendo de um poder aquisitivo maior, tenham a sensibilidade em ajudar e “engrossar” a lista de colaboradores.

É inegável que muitos aproveitadores não perdem a oportunidade de, no mínimo, fazer um selfie em um momento como este. Entretanto, não devemos ser injustos com quem através da disseminação da referida imagem, busca comover outras pessoas a prestarem sua contribuição.

Dentro desse jogo de interesses, seja ele bom ou ruim, quem está no olho do furacão é quem menos preocupa-se com isso, por mais que as consequências o alcancem, cedo ou tarde.

O sujeito em questão, ou objeto para alguns, enfrenta inúmeros problemas, sejam eles de ordem social, religiosa, familiar etc., pessoas abandonadas à própria sorte. Além disso, não faça parte daqueles que dizem: faça isso, amanhã pode ser você.Venho por reformular tal frase: faça isso, independente de quem pode ser amanhã. 

Fica a resposta para esta pequena reflexão de forma dúbia, acreditando eu, que existem os dois tipos de homem. Portanto, que prevaleça o respeito e o amor ao próximo. Essas pessoas já levaram muita porrada na vida, não seja mais um, faça diferente, de coração.  



Por Carlos Silva

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