“Mudar É Muito Difícil, Mas Não Mudar É Fatal”

Leandro Karnal
“Independente da minha ação tudo muda.  Tudo muda a todo instante. Tudo muda.  É bom pensar nisso.  E tudo mudando eu posso ter duas opções: A mudança passa por mim ou a gerencio; ou eu faço ou ela fará por mim. Não importa, porque se eu ficar bem paradinho a mudança continua porque ela atinge até o que não tem consciência, como pedras e plantas. Esta é a mudança – precisa reconhecer isso – que pode ser um lema de vida. Mudar é difícil, não mudar é fatal. Mudar é muito difícil. Mudar hábitos, mudar relações, mudar propostas, mas não mudar é fatal.
Será que este ano você resolve aquele probleminha com o seu inglês?  Você vai resolver o fato de você ter problemas com o uso da crase?  Estude, faça exercícios, tente, mude. Não mudar é fatal. Usando o quadro de Matisse: Mudar, mudar-se. Mudar as coisas que nos cercam. Mudar e reinventar-se. Quem não se reinventa na amizade, no emprego ou no casamento esgota essa possibilidade rapidamente. A pessoa com quem se casou há vinte, dez, quinze, trinta anos não existe mais. Nem as células são as mesmas.  Infelizmente os neurônios são os mesmos, cada vez em menor quantidade. Mas as células se renovam constantemente.
A imagem da escultura americana Carlyle diz que o homem com consciência e ação está se esculpindo como a sua grande obra. Você se torna na sua própria obra, torna-se na pessoa que investe nisso. Este o momento de pensar nisso.  Fim de ano.  Há uma poesia de Antônio Machado, o espanhol – não o nosso Machado de Assis, mas o Machado espanhol – que é conhecida de todos: “Caminhante, são tuas pegadas o caminho e nada mais; caminhante, não há caminho, se faz caminho ao andar”.
O problema de eu comprar o livro A cabeça de Steve Jobs é que ele não leu esse livro para fazer o que fez. O problema de pedir conselho é que quem venceu não pediu conselhos. É a velha história de Mozart que, perto de morrer, recebe a carta de um menino de 15 anos, de Praga, que pergunta a ele como fazer uma ópera. E Mozart responde: “E muito cedo para você fazer isso”. O menino responde na terceira carta entre os dois: “O senhor fez a primeira com nove anos”.  E Mozart responda na quarta carta: “É verdade, mas eu não perguntei a ninguém como se fazia”.
Via - Portal Raizes

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