11 de set de 2014

Treze anos após a tragédia de 11 de setembro

Em 11 de setembro de 1609, o navegador inglês Henry Hudson descobriu a ilha de Manhattan, que hoje é o coração de Nova Iorque, onde estão concentrados todos os símbolos de grandeza da América: arranha-céus, a Estátua da Liberdade e a Wall Street, o maior centro financeiro do mundo.

Esta zona foi o alvo dos ataques terroristas da Al-Qaeda em 11 de setembro de 2001.

Na manhã de 11 de setembro, terroristas da Al-Qaeda sequestraram quatro aviões comerciais de passageiros, dirigindo intencionalmente dois deles contra as Torres Gêmeas do World Trade Center em Nova Iorque. Nos anos 90, terroristas já haviam planeado um atentado no World Trade Center. Mas naquela altura, a polícia conseguiu neutralizar o caminhão armadilhado, deixado num estacionamento subterrâneo. Em 2001, o atentado, que abalou os Estados Unidos e o mundo inteiro, foi executado, matando quase três mil pessoas, entre as quais, para além de americanos, foram atingidos naturais de 91 países, inclusive 96 cidadãos de países da antiga União Soviética. Pela primeira vez em quase 200 anos, o golpe foi assestado no território dos Estados Unidos.

No mesmo dia, o presidente dos EUA, George W. Bush declarou uma guerra contra o terrorismo. Ao intervir no Congresso, o líder americano destacou: “A nossa guerra contra o terrorismo começa com a Al-Qaeda, mas não terminará com isso”.

Os Estados Unidos, em conjunto com aliados, conseguiram bastante depressa trocar o governo Talibã no Afeganistão, que apoiava a Al-Qaeda. Uma luta invisível foi lançada também dentro dos EUA. Passado um ano após os ataques terroristas, o Congresso norte-americano adotou uma lei oportunamente batizada como Patriot Act, concedendo poderes excepcionais à polícia e aos serviços secretos, permitindo-lhes controlar a vida privada dos americanos sob o pretexto de proteção contra o terrorismo.

A lei provocou muitas discussões na sociedade americana. Contudo, o vice-diretor da Heritage Foundation, James Carafano, entrevistado em Washington pela Voz da Rússia, propõe encarar o problema de um modo diferente:

“Os Estados Unidos suspenderam rapidamente o programa muito agressivo de controle da população do país, o qual tinha por objetivo descobrir bombas sujas e armas nucleares. Possivelmente, alguém dispunha de tais meios de extermínio maciço ou tentava trazê-los para o país. Mas são incomparáveis as forças aplicadas para descobri-los e os resultados alcançados. Duvido que tudo isso valesse a pena”.

Piotr Zolotariov, vice-diretor do Instituto dos Estados Unidos e do Canada da Academia de Ciências da Rússia, explica as razões desta posição:

“Os cidadãos americanos se orientam de fato pela definição leninista a liberdade é uma necessidade consciencializada. A democracia americana assenta num Estado policial duro. Eles reagem tranquilamente à afetação de seus direitos, quando tais medidas visam garantir a legitimidade e proteger os direitos fundamentais – em primeiro lugar o direito à vida”.

Hoje o presidente dos EUA, Barack Obama, participará das atividades comemorativas no Pentágono. Por causa da data trágica, é anulada a transmissão televisiva dos spots pré-eleitorais de Barack Obama e de seu rival Mitt Romney. A memória das vítimas do atentado terrorista está acima da política.

Fonte: portuguese
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